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    [RESENHA] Cidades de Papel - John Green



    Olá leitores!
    Hoje é dia de resenha do livro Cidades de Papel  do John Green.

    DESAFIO LITERÁRIO 55 LIVROS: 51- Um livro com um casal sem final feliz

    SOBRE O LIVRO: Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. 
    Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia








    Comecei a ler esse livro com grandes expectativas. Não sabia muito sobre a história e foi ótimo conhecê-la através de cada página.
    Margo é uma menina popular. Linda, divertida, inteligente, mas que tem por hábito sumir e deixar algumas pistas de seu destino. 
    Em um dia comum, Margo invade o quarto de seu vizinho Quentin, seu melhor amigo na infância. Vestida de ninja e com o rosto pintado de preto, convida- o a participar de uma aventura. Quentin, que leva a vida mais normal possível, decide aceitar a proposta de Margo por um único motivo: Ele é apaixonado por ela desde a infância.

    Meus dias tinham uma agradável uniformidade. E eu sempre gostei disso [...] Não queria gostar, mas gostava. E assim, o cinco de maio poderia ter sido um outro dia qualquer - até pouco antes de meia-noite, quando Margo Roth Spiegelman abriu a janela sem tela do meu quarto pela primeira vez desde que me mandara fechá-la nove anos antes.

    Em uma noite emocionante , divertida e única, Margo proporciona a Q o dia mais diferente e incrível de sua vida. Agora ele espera que as coisas entre eles mudem, mas tudo vai por água abaixo quando no dia seguinte, Margo simplesmente não aparece na escola.Desesperado por notícias, ele percebe que ela deixou  para ele uma pista sobre seu novo destino. 
    Essa pista leva a outra,que leva a outra e assim, Quentin, segue para a segunda maior aventura de sua vida.
    Eu simplesmente amei esse livro. Diferente de O Teorema Katherine, que a história segue lenta e sem nenhuma novidade, esse me prendeu do início ao fim.
    Desde o começo já me simpatizei com Margo. Ela é criativa e mais do que isso, uma alma livre. É fácil entender porque ela é tão popular. Ela é uma líder nata. 
    Gosto da sensação de liberdade que ela nos passa. Ao mesmo tempo temos Quentin, o sinônimo de paz e calmaria. Alguém que não gosta de mudança, mas está disposto a enfrentar isso, apenas para ver o sorriso da Margo mais uma vez.

    “Quanto mais eu trabalho, mais percebo que os seres humanos carecem de bons espelhos. É muito difícil para qualquer um mostrar a nós como somos de fato, e é muito difícil para nós mostrarmos aos outros o que sentimos.”

    Q começa sua investigação e logo nos leva por uma busca através das improváveis pistas de Margo. Fiquei envolvida demais com Q, com sua força de vontade para acha-la. Foi com ansiedade e expectativa que chegamos às Cidades de Papel, possível esconderijo de Margo.

    “Uma cidade de papel para uma menina de papel. (…) Eu olhava para baixo e pensava que eu era feita de papel. Eu é que era uma pessoa frágil e dobrável, e não os outros. E o lance é o seguinte: as pessoas adoram a ideia de uma menina de papel. Sempre adoraram. E o pior é que eu também adorava. Eu tinha cultivado aquilo, entende? Porque é o máximo ser uma ideia que agrada a todos. Mas eu nunca poderia ser aquela ideia para mim, não totalmente.guarda roupa planejado.”
    Por trás da história leve e divertida, temos temas difíceis de serem abordados, como suicídio, rejeição, falta de amor próprio e desespero.  Green tem a capacidade incrível de falar de temas complicados  de uma forma leve e desimpedida, que nos faz refletir, sem criar aquele clima pesado durante a leitura.

    A escrita de John é leve e encantadora. Não há como se sentir entediado e, embora o final seja previsível, torci muito para que ele fosse diferente. Mas gostei, há sempre novas chances e novas possibilidades.
    A estrada até o fim é delicada e encantadora. Duvido se sentir entediado na companhia de Q e seus amigos. E por falar nisso, que amigos!Eles trazem para a história leveza e diversão e merecem destaque nessa resenha.

    No fim, a lição mais importante dessa história é que as pessoas são apenas...Pessoas!
    E que é um grande erro imaginá-las sendo mais do que isso. Devemos sempre ver aos outros como uma janela, não como um espelho. Como é errado criar  uma imagem da pessoa e imaginá-la sendo mais do que ela realmente é!

    “Que coisa mais traiçoeira é acreditar que uma pessoa é mais do que uma pessoa.”

    Como disse, Green tem a capacidade de falar de temas pesados, com leveza e maestria. 

    É um livro muito reflexivo,que nos ensina a valorizar as pessoas que estão ao nosso redor, mas pelo que elas são, não pelo que queríamos que elas fossem.

    "Só tenha em mente que às vezes o jeito como a gente pensa em alguém não é exatamente o jeito como essa pessoa é."

    CLASSIFICAÇÃO: 

    Título: Cidades de Papel
    Título Original: Papers Town
    Autor: John Green
    Editora: Intrínseca
    Páginas: 368
    Ano: 2013
    Gênero: Drama
    Saiba mais: Skoob

    Onde Comprar: CLIQUE AQUI

    Um comentário:

    1. Confesso que não gostei muito deste livro, desiludiu-me bastante, após ter lido o A Culpa é das Estrelas e ter amado o livro, esperava algo do género, mas não gostei... E a minha irmã leu outros dois dele e também não gostou, fiquei reticente com o autor... Mas tenho curiosidade com o novo dele.

      MRS. MARGOT

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